Fiocruz 10/2026
Da reforma da arquitetura global da saúde à preparação para futuras emergências sanitárias, a Fiocruz contribuiu para debates centrais do World Health Summit (WHS) 2026, realizado de 11 a 13 de outubro, em Berlim, na Alemanha. O encontro reuniu lideranças políticas, científicas, da sociedade civil e do setor privado de diferentes regiões do mundo para discutir respostas colaborativas e inovadoras a desafios prioritários da saúde global. A edição deste ano teve como tema From Crisis to Resilience: Innovating for Health (Da crise à resiliência: inovando para a saúde, em tradução livre).
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No evento satélite The Future of Dengue Technologies: 1st Call for Proposals (O futuro das tecnologias para o enfrentamento da dengue: primeira chamada de propostas), promovido pela Coalizão Global, foram apresentados avanços, desafios e oportunidades de colaboração em pesquisa, desenvolvimento e inovação para o enfrentamento da doença. A atividade reuniu representantes de governos, organizações internacionais, instituições de pesquisa e parceiros estratégicos, entre eles a Autoridade de Preparação e Resposta a Emergências Sanitárias da Comissão Europeia (HERA), a Dengue Alliance, da iniciativa Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), e a Collective Action on Dengue (CAD).
Cinco propostas foram selecionadas para avançar à próxima etapa da primeira chamada da Coalizão. O anúncio foi feito pela chefe da Assessoria Especial de Assuntos Internacionais do Ministério da Saúde, Marise Nogueira, em nome da Presidência da iniciativa. Os projetos incluem uma vacina tetravalente de dose única, novas terapias, uma plataforma portátil de diagnóstico e estratégias de controle vetorial baseadas na disseminação de larvicida e no uso de mosquitos portadores da bactéria Wolbachia.A gerente-geral da Coalizão, Luana Bermudez, apresentou o processo de seleção. Priscila Ferraz participou da atividade na representação da Secretaria Executiva da iniciativa.
A articulação entre pesquisa, investimento, produção e acesso orientou o primeiro painel do evento. Paula Reges conduziu a atividade como mestre de cerimônias e moderou o debate, que contou com a participação da vice-presidente de Saúde Global e Relações Internacionais da Fiocruz, Maria de Lourdes Aguiar Oliveira, como coordenadora do Consórcio Colaborativo e Aberto de Pesquisa em Flavivírus (Corc). O painel examinou lacunas na prevenção, no diagnóstico e no tratamento da dengue, além das condições necessárias para que novas tecnologias respondam às necessidades das populações mais afetadas. “A conexão entre ciência, inovação, produção e acesso como componentes do mesmo ecossistema de preparação é particularmente importante porque a prevenção, o preparo e a resposta não são estágios separados”, afirmou Maria de Lourdes.
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