Pesquisa & desenvolvimento (P&D) aberta e colaborativa

Para oferecer tratamentos da maneira mais eficiente possível

Pesquisa & desenvolvimento (P&D) aberta e colaborativa

Para oferecer tratamentos da maneira mais eficiente possível

A experiência da DNDi mostra que é possível implementar modelos alternativos ao sistema tradicional de P&D, voltados às necessidades dos pacientes e não ao lucro. Para assegurar a inovação e o acesso a novos e melhores tratamentos, a DNDi utiliza a expertise de seus parceiros em todos os estágios do processo de P&D, com o objetivo de promover o amplo compartilhamento de conhecimento em todo o ciclo investigativo.

Inovação aberta

A indústria farmacêutica conta com grandes bibliotecas de novos compostos proprietários, criadas ao longo de décadas de pesquisa em várias doenças. Ela também tem acesso a algoritmos e abordagens computacionais de última geração (muitas vezes proprietários) para avaliar a “similaridade” química entre moléculas. Geralmente, esses recursos são protegidos e não podem ser compartilhados externamente (especialmente com os concorrentes).

No intuito de acelerar os estágios iniciais de pesquisa e reduzir os custos gerais de P&D, a DNDi trabalha para possibilitar a colaboração entre seus parceiros, sem as restrições impostas pela propriedade intelectual, apoiando e coordenando iniciativas de inovação aberta, como o NTD Drug Development Booster (acelerador de desenvolvimento de fármacos para DTN), o Mycetoma Open Source project (MycetOS, projeto de código aberto para micetoma) e a Open Synthesis Network (OSN).

Em defesa da mudança

A DNDi defende a adoção de mecanismos que promovam a inovação aberta e, desde o início, tenham por objetivo a produção de tecnologias em saúde eficientes e acessíveis.

“Em 15 anos, a DNDi desenvolveu abordagens colaborativas bem sucedidas, desde a pesquisa inicial até o acesso ao paciente, e podemos aprender com suas conquistas – como a realização do primeiro tratamento oral para a doença do sono … e suas colaborações globais, intercambiando conhecimentos em todo o mundo.”

Dra. Soumya Swaminathan, cientista chefe da Organização Mundial da Saúde

Ecossistemas sustentáveis de inovação

A parceria é a pedra angular do modelo da DNDi, que integra as capacidades do setor acadêmico, instituições públicas de pesquisa, ONGs e PDPs, governos e companhias farmacêuticas e de biotecnologia. Nossa colaboração com uma rede global de mais de 200 parceiros ajudou a atrair mais pesquisadores para área de doenças negligenciadas, possibilitou resultados mais robustos e acelerou o processo de P&D ao reduzir a duplicação e tornar as atividades de P&D mais eficientes.

A experiência da DNDi também mostrou que a proximidade das comunidades afetadas é fundamental, e só pode ser alcançada através da construção de confiança e parcerias equânimes com médicos, cientistas, especialistas, associações de pacientes e da sociedade civil nos países afetados.

A DNDi criou duas plataformas de pesquisa clínica para doenças específicas na América Latina, que:

  • alavancam e fortalecem a capacidade de pesquisa existente,
  • facilitam a definição de necessidades,
  • promovem o compartilhamento científico e
  • possibilitam o acesso e lançamento de novas ferramentas.

Estes polos de conhecimento maximizam as colaborações em todo o mundo e são parte essencial do modelo da DNDi.

Em defesa da mudança

A DNDi defende a elaboração de diretrizes claras para incentivar o intercâmbio de dados, conhecimentos e custos em cada estágio do processo de P&D, para que ele seja mais eficaz, eficiente e atenda às necessidades de saúde pública, garantindo assim o acesso equitativo a inovações para todos que necessitam.

Compartilhando o conhecimento

Em 2017, a DNDi adotou uma diretriz sobre a divulgação de dados de ensaios clínicos e assinou a declaração conjunta da OMS sobre a divulgação de resultados de ensaios clínicos. A DNDi também se comprometeu a registrar todos os estudos em registros abertos ao público, como o clinicaltrials.gov, dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, ou o Pan-African Clinical Trials Registry (registro pan-africano de ensaios clínicos), divulgando os resultados em, no máximo, 12 meses, contados do término dos estudos e publicando-os em periódicos científicos de livre acesso.

A DNDi também firmou parceria com o Infectious Diseases Data Observatory (IDDO, observatório de dados de doenças contagiosas) para congregar as comunidades globais de pesquisa da leishmaniose visceral e da doença de Chagas e coletar dados clínicos, laboratoriais e epidemiológicos. Esta colaboração tem um papel fundamental na coleta e padronização dos dados gerados nos estudos, com o objetivo de otimizar a compreensão dos resultados clínicos e orientar o desenho de pesquisas futuras.

Em defesa da mudança

A DNDi defende parcerias que alavanquem e aperfeiçoem a capacidade de P&D existente nos países endêmicos, atendendo às prioridades de saúde nacionais, regionais e globais e garantindo que as necessidades das populações mais vulneráveis sejam atendidas. Para que esse objetivo seja atingido, será necessária liderança política nacional e regional, assim como a participação ativa das comunidades afetadas, da sociedade civil, além de médicos e cientistas.

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Organização internacional, sem fins lucrativos, que desenvolve tratamentos seguros, eficazes e acessíveis para os pacientes mais negligenciados.

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