Esquistossomose

Esquistossomose

Desenvolvendo melhores tratamentos para eliminar uma doença devastadora transmitida pela água

Esquistossomose

Esquistossomose

Desenvolvendo melhores tratamentos para eliminar uma doença devastadora transmitida pela água

Estamos fazendo uso de nossas parcerias e experiência em descoberta e desenvolvimento de fármacos para identificar e fornecer tratamentos seguros, eficazes e adaptados ao local de uso para dar fim ao sofrimento causado pela esquistossomose, ajudando a eliminar a doença como um problema de saúde pública.

Também conhecida como xistose, barriga-d’água ou doença dos caramujos, a esquistossomose é uma doença parasitária transmitida pela água e causada por minúsculos vermes que vivem no sangue. As pessoas podem ser infectadas quando entram em contato com água contaminada. Nas crianças, a infecção crônica pode causar dificuldades de aprendizagem e redução do crescimento. Em mulheres e meninas, a esquistossomose genital feminina (EGF) pode ser extremamente dolorosa e estigmatizante. Muitas vezes não é diagnosticada ou é diagnosticada incorretamente, causando sofrimento prolongado e danos ginecológicos e reprodutivos a longo prazo.

Mesmo quando é diagnosticada corretamente, a EGF é muito difícil de tratar, pois o praziquantel, o único medicamento disponível atualmente, não elimina o parasita nem alivia os sintomas dolorosos. Ele é utilizado em campanhas de administração de medicamentos em massa para reduzir a transmissão e elimina os vermes adultos, mas é menos eficaz contra os vermes jovens e já há sinais de resistência ao medicamento. Para que a doença seja eliminada, são necessários novos tratamentos que superem o desafio da resistência e matem tanto os vermes adultos quanto os jovens, além de serem acessíveis, seguros e disponíveis para todas as pessoas que precisem.

Dados sobre a esquistossomose no mundo hoje

250  milhões
250 milhões

de pessoas em risco de contrair esquistossomose

180  milhões
180 milhões

de pessoas infectadas

56  milhões
56 milhões

de mulheres e meninas vivem com a esquistossomose genital feminina

Como estamos ajudando as pessoas que vivem com a esquistossomose?

Nosso objetivo é identificar uma combinação de medicamentos já existentes que trate de forma mais eficaz os sintomas dolorosos da esquistossomose genital feminina. Também estamos trabalhando para desenvolver e registrar pelo menos um novo medicamento seguro, acessível e adaptado ao local de uso que mate vermes adultos e jovens em todas as pessoas afetadas.

Fatos sobre a doença

O que é a esquistossomose?

Também conhecida como xistose, barriga-d’água ou doença dos caramujos, a esquistossomose é uma doença causada por vermes parasitas do gênero Schistosoma que se propagam através de fontes de água doce contaminadas, como rios, açudes, lagos e riachos. Há diferentes formas da esquistossomose que afetam mais significativamente certos sistemas do corpo.

Os sintomas da esquistossomose variam dependendo da espécie responsável pela infecção, afetando o trato urinário ou os intestinos. A esquistossomose urinária, causada principalmente pelo Schistosoma haematobium, pode causar a presença de sangue na urina, micção frequente ou dolorosa e, em casos crônicos, danos à bexiga e aos rins, com possível aumento do risco de câncer de bexiga. Ela também pode causar a esquistossomose genital feminina (EGF), uma manifestação negligenciada da doença que afeta o trato reprodutivo e pode causar sangramento vaginal, dor e infertilidade, com consequências mais amplas para a saúde sexual e reprodutiva.

A esquistossomose intestinal, normalmente causada pelo S. mansoni ou S. japonicum, pode causar dor abdominal, diarreia e sangue nas fezes. A infecção crônica pode progredir e causar danos no fígado, aumento do baço e hipertensão portal. As duas formas da doença podem causar complicações no longo prazo, incluindo a fibrose (formação de cicatrizes) dos órgãos afetados.

Qual é o impacto da esquistossomose?

  • Mais de 250 milhões de pessoas em risco de contrair a doença
  • 180 milhões de pessoas infectadas
  • Mais de 11.000 pessoas morrem da doença todos os anos
  • 91% das pessoas afetadas vivem na África
  • A esquistossomose é endêmica em 78 países

Quais são os tratamentos atuais para a esquistossomose?

O medicamento utilizado atualmente para a esquistossomose é o praziquantel, frequentemente distribuído para comunidades inteiras durante campanhas de administração de medicamentos em massa. Porém, ele tem limitações: mata principalmente vermes adultos e é menos eficaz contra vermes jovens, o que exige retratamento ao longo de muitos anos. Além disso, há os primeiros sinais de resistência ao medicamento. O praziquantel é apenas parcialmente eficaz no tratamento da esquistossomose genital feminina, pois, além de matar somente os vermes adultos, não alivia os sintomas dolorosos causados pelas reações inflamatórias aos ovos do parasita.

Que tipos de novos tratamentos são necessários para a esquistossomose?

São necessários novos tratamentos que matem tanto os vermes adultos quanto os jovens e que sejam adequados para todas as pessoas em risco, incluindo crianças pequenas e mulheres gestantes.

Para a esquistossomose genital feminina, são necessários novos tratamentos combinados — a partir de medicamentos já existentes — para aliviar de forma eficaz os sintomas debilitantes em mulheres e meninas. Os tratamentos devem ser seguros, acessíveis e estarem disponíveis para todos os que precisem.

Que tratamentos estamos desenvolvendo para a esquistossomose?

Estamos trabalhando para identificar uma combinação de medicamentos existentes que seja mais eficaz no tratamento da esquistossomose genital feminina e também queremos desenvolver e registrar novos medicamentos seguros, acessíveis e adaptados ao local de uso que eliminem vermes adultos e jovens em todas as pessoas afetadas.

Como se contrai a esquistossomose?

A infecção pode ocorrer ao se entrar em fontes de água doce contaminadas com larvas de Schistosoma, como rios, lagos e açudes. As larvas penetram na pele e migram para diversos sistemas do corpo, onde depositam ovos e se reproduzem. Os ovos causam inflamação dos tecidos, o que frequentemente provoca sintomas debilitantes.

O ciclo de vida do Schistosoma é complexo. O parasita precisa de dois hospedeiros diferentes (um caramujo de água doce e um ser humano) para continuar seu ciclo de vida, mas faz isso de forma muito eficaz.

  • Os Schistosoma adultos vivem nos vasos sanguíneos humanos, onde as fêmeas depositam os ovos. A urina e as fezes de pessoas com esquistossomose contêm ovos do parasita.
  • Os ovos eclodem quando entram em contato com água doce, e as pequenas larvas nadadoras, chamadas miracídios, entram em caramujos de água doce.
  • Dentro do caramujo, os miracídios se multiplicam e produzem milhares de cercárias – o estágio larval seguinte.
  • As cercárias deixam o caramujo e nadam pela água em busca de um hospedeiro humano.
  • Quando uma pessoa entra na água contaminada, as cercárias penetram na pele em questão de minutos.
  • Dentro do corpo humano, as cercárias se desenvolvem em esquistossômulos. Estes vermes minúsculos vivem no sangue e se deslocam pela corrente sanguínea até os pulmões e o fígado, onde amadurecem e se transformam em vermes adultos.
  • Os vermes adultos machos e fêmeas acasalam nos vasos sanguíneos ao redor dos intestinos e da bexiga, e as fêmeas começam a produzir ovos.
  • Alguns dos ovos saem do corpo humano através da urina ou das fezes, reiniciando o ciclo.

Quais são os sintomas da esquistossomose?

A esquistossomose não costuma ser fatal, mas pode causar doenças crônicas e sofrimento prolongado.

  • A esquistossomose intestinal pode causar:
    • inchaço abdominal, diarreia e a presença de sangue nas fezes;
    • má absorção de nutrientes, anemia e letargia; e
    • redução no crescimento e dificuldades de aprendizagem nas crianças.
  • A esquistossomose urogenital pode causar:
    • presença de sangue na urina e
    • problemas reprodutivos e dor urogenital.
  • A esquistossomose genital feminina pode causar:
    • ardor, dor, sangramento vaginal pontual, corrimento com sangue, corrimento malcheiroso, incontinência urinária de esforço, dispareunia (dor durante a relação sexual);
    • morbidade debilitante, incluindo resultados sexuais e reprodutivos adversos como infertilidade, aborto espontâneo e gravidez ectópica;
    • aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis, incluindo de HIV e papilomavírus humano (HPV); e
    • discriminação, estigma e relutância a procurar tratamento, já que os sintomas da esquistossomose genital feminina são muitas vezes confundidos com infecções sexualmente transmissíveis.
  • Quando afeta o coração e os pulmões, a esquistossomose pode causar falta de ar e tosse com sangue.
  • Quando afeta o cérebro e o sistema nervoso, a esquistossomose pode causar dores de cabeça, fraqueza, dormência, tonturas e convulsões.

Como a esquistossomose é diagnosticada?

A esquistossomose é tratada principalmente por meio da administração em massa de medicamentos, por isso em geral não se realiza um diagnóstico sistemático. Os métodos de diagnóstico mais utilizados envolvem a identificação de ovos nas fezes ou na urina, ou a detecção do antígeno anódico no sangue. As ferramentas de diagnóstico e sua eficácia variam dependendo da espécie de Schistosoma e do sistema corporal afetado. É preciso desenvolver com urgência ferramentas de diagnóstico melhores para a esquistossomose genital feminina, já que o diagnóstico atual é feito por meio de exames ginecológicos especializados que não estão disponíveis em locais remotos ou com recursos limitados.

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